quinta-feira, 17 de setembro de 2015

A lei de Deus não foi anulada, foi estabelecida

Visto a lei do Senhor ser perfeita, e portanto imutável, é impossível aos homens pecadores satisfazer, por si mesmos, a norma de sua exigência. Foi por isso que Jesus veio como nosso Redentor. Era Sua missão, mediante o tornar os homens participantes da natureza divina, pô-los em harmonia com os princípios da lei celestial. Quando abandonamos nossos pecados, e recebemos a Cristo como nosso Salvador, a lei é exaltada. Pergunta o apóstolo Paulo: "Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes, estabelecemos a lei." (Romanos 3:31).

A promessa do novo concerto é: "Porei as Minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos." (Hebreus 10:16). Conquanto o sistema de símbolos que apontava para Cristo como o Cordeiro de Deus que devia tirar o pecado do mundo havia de passar com Sua morte, os princípios de justiça contidos no Decálogo são tão imutáveis como o trono eterno. Nenhum mandamento foi anulado, nem um jota ou um til foi mudado.

Os princípios que foram dados a conhecer ao homem no Paraíso como a grande lei da vida, existirão, imutáveis, no Paraíso restaurado. Quando o Éden volver a florir na Terra, a lei divina do amor será obedecida por todos debaixo do Sol.

"Para sempre, ó Senhor, a Tua palavra permanece no Céu."
(Salmos 119:89)

"São... fiéis, todos os Seus mandamentos. Permanecem firmes para todo o sempre; são feitos em verdade e retidão."
(Salmos 111:7-8)

"Acerca dos Teus testemunhos eu soube, desde a antiguidade, que Tu os fundaste para sempre."
(Salmos 119:152)

"Qualquer, ... que violar um destes menores mandamentos e assim ensinar aos homens será chamado o menor no reino dos Céus."
(Mateus 5:19)

Isto é, não terá lugar ali. Pois aquele que voluntariamente violar um mandamento, não observa, em espírito e verdade, a nenhum deles. "Qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos." (Tiago 2:10).

Não é a grandeza do ato de desobediência que constitui o pecado mas a discordância com a vontade expressa de Deus no mínimo particular; pois isto mostra que ainda existe comunhão entre a alma e o pecado. O coração está dividido em seu serviço. Há uma virtual negação de Deus, uma rebelião contra as leis de Seu governo.

Ellen G. White. O Maior Discurso de Cristo, p. 50-51