terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O fariseu e o publicano

"Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado." (Lucas 18:9-14)

A atitude do publicano é a única que garantirá perdão e paz com Deus. Ele não comparou seus pecados com os de outras pessoas piores do que ele. Foi a Deus com seu próprio fardo de culpa e vergonha, como transgressor da lei de Deus, pecador em pensamentos, palavras e atos. Compreendeu que devia receber punição por seus pecados, e isso seria justo e correto. Misericórdia, misericórdia, era sua única súplica. A segurança do perdão concede paz e descanso à alma enferma pelo pecado.

A humilhação manifestada pelo publicano é plenamente aceitável a Deus. Para conhecer-nos a nós mesmos devemos ser humildes. O autoconhecimento afastará toda disposição para celebrar diante do Altíssimo nossas excelentes qualidades. Ao compreendermos nossos pecados e imperfeições, cairemos aos pés de Jesus em fervorosa súplica, e nossa petição não será ignorada.

— Ellen G. White. Signs of the Times, 19 de fevereiro de 1885.