domingo, 12 de janeiro de 2014

Ideia de segurança: um forte elemento de tentação

"Já cobri de colchas a minha cama, de linho fino do Egito, de várias cores; já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo. Vem, embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã; gozemos amores. Porque o meu marido não está em casa, saiu de viagem para longe." (Provérbios 7:16-19)
Um forte elemento de tentação é apresentado [no verso em destaque]: a ideia de segurança, de não ser descoberto. Sem a restrição imposta pelo medo de ser pego e punido, a condição da sociedade seria muito pior do que é. Poucos na atualidade são refreados pela atuação do Espírito Santo no coração (Gênesis 6:5). Nesta era degenerada, em que pessoas são fracas e o pecado é forte, o povo de Deus deve transformar a sabedoria e o entendimento em seus companheiros íntimos, e se aproximar tanto do Salvador que até o pensamento do pecado seja logo expulso da mente (2 Coríntios 10:5). 


No entanto, o pecado que é evitado apenas pelo medo da condenação ainda assim polui a alma.
"Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela." (Mateus 5:28)
Nessa declaração do Sermão do Monte, Jesus não quis dizer que a tentação em si é pecado. Mas se o estado da alma revela que o tentado pecaria caso tivesse oportunidade, essa condição é um pecado. O pecado consiste na falta de conformidade com a lei de Deus [1 João 3:4], seja em ato, disposição ou estado.

— Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3, p. 1090

Os que não querem cair presa dos enganos de Satanás, devem guardar bem as vias de acesso à alma; devem-se esquivar de ler, ver ou ouvir tudo quanto sugira pensamentos impuros. Não devem permitir que a mente se demore ao acaso em cada assunto que o inimigo das almas possa sugerir. O coração deve ser fielmente guardado, pois de outra maneira os males externos despertarão os internos, e a alma vagará em trevas. — Ellen G. White. O Lar Adventista, p. 403