terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Sai-lhes o espírito e eles tornam ao pó - Salmo 146:4

"Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação. Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios." (Salmo 146:3-4)

"Sai-lhes o espírito" (Salmo 146:4)

Só pode sair do ser humano algo que nele entrou. Onde temos o registro da entrada do "espírito" no corpo humano? Na criação do primeiro homem, Gênesis 2:7 afirma: 
"Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente."
Aqui temos a fórmula da vida. A Bíblia ensina que PÓ DA TERRA + FÔLEGO DE VIDA = ALMA VIVENTE ou SER VIVENTE. Então, você não tem uma alma, você é uma alma. Que relação existe entre Gênesis 2:7 e Salmo 146:4? A palavra "espírito" em Salmo 146:4, em hebraico é "rûach". Este termo ocorre 377 vezes na Bíblia hebraica e se trata de um substantivo feminino que significa espírito, vento, sopro. Gênesis 2:7 mostra o que acontece quando a vida surge e Salmo 146:4 mostra o que acontece quando a vida deixa o corpo. O "fôlego de vida" de Gênesis 2:7 é o "espírito" de Salmo 146:4 e se refere unicamente ao princípio de vida e não a uma entidade consciente.


"E eles tornam ao pó" (Salmo 146:4)

Só pode retornar algo que de lá saiu. Gênesis 3:19 diz:
"No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás."
Retornar ao pó é a consequência da saída do fôlego de vida, ou seja, a morte. Morte, portanto, é a separação do fôlego de vida com o pó da terra. Retornamos ao pó porque de lá saímos. Os mesmos elementos químicos que formam nosso corpo são encontrados também no solo e nas rochas. Literalmente retornamos ao pós da terra quando nosso corpo sofre a decomposição realizada por bactérias e fungos.

A Bíblia não apoia a doutrina popular de um estado consciente entre a morte e a ressurreição, além de refutar enfaticamente tal ensino (Salmo 115:17; Eclesiastes 9:5). Uma metáfora comum para a morte é o "sono" (Deuteronômio 31:16; 2 Samuel 7:12; 1 Reis 11:43; Jó 14:12; Daniel 12:2; João 11:11-12; 1 Coríntios 15:51). Que esse "sono" não é uma comunhão consciente com o Senhor por parte dos justos é claramente contido na afirmação de Jesus, que confortou Seus discípulos com o pensamento que, em Sua segunda vinda, e não na morte, os discípulos se uniriam a Ele (João 14:1-3). — Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3, p. 1052.