sábado, 9 de novembro de 2013

A verdadeira religião é desprezada

Há entre nós um afastamento de Deus, e ainda não se fez a zelosa obra do arrependimento e volta ao primeiro amor essencial à restituição a Deus e à regeneração do coração. A infidelidade está fazendo suas incursões em nossas fileiras; pois é moda apartar-se de Cristo e dar lugar ao ceticismo. Para muitos, o clamor do coração tem sido: “Não queremos que Este reine sobre nós.” [Lucas 19:14.] Baal, Baal, é a escolha. A religião de muitos dentre nós será a religião do Israel apostatado, porque amam a seus próprios caminhos, e abandonam o caminho do Senhor. A verdadeira religião, a única religião da Bíblia, que ensina o perdão somente pelos méritos de um Salvador crucificado e ressurreto, que advoga a justiça pela fé no Filho de Deus, tem sido desprezada, contra ela se tem falado, tem sido ridicularizada e rejeitada. É denunciada como levando ao entusiasmo e ao fanatismo. Mas é a vida de Jesus Cristo na alma, é o ativo princípio do amor comunicado pelo Espírito Santo, que, unicamente, podem tornar a alma frutífera para as boas obras. É o amor de Cristo a força e o poder de cada mensagem em prol de Deus que jamais saiu de lábios humanos. Que espécie de futuro estará à nossa frente, se deixarmos de chegar à unidade da fé?

Quando formos unidos por aquela união pela qual Cristo orou, findará aquela longa controvérsia que tem sido mantida pelos agentes satânicos, e não veremos homens forjando planos segundo a ordem do mundo por não terem visão espiritual para discernir as coisas espirituais. Agora vêem homens andando, como árvores, e necessitam do toque divino para que possam ver como Deus vê, e trabalhar como Cristo trabalhou. Então unidos ecoarão os atalaias de Sião as trombetas em notas mais claras e mais altas, pois verão vir a espada e reconhecerão o perigo em que está o povo de Deus.

Precisais fazer veredas retas para os vossos pés, para que o coxo não se desvie do seu caminho. Somos rodeados pelos aleijados e pelos que manquejam na fé, e vós deveis ajudá-los, não coxeando vós mesmos, mas ficando de pé, como homens que foram experimentados e provados, firmes ao princípio como a rocha. Sei que se deve fazer uma obra em favor do povo, ou muitos não estarão preparados para receber a luz do anjo que foi enviado do Céu para iluminar toda a Terra com a sua glória [Apocalipse 18:1]. Não penseis que sereis encontrados como vasos de honra no tempo da chuva serôdia, para receber a glória de Deus, se entregardes vossa alma à vaidade, falando coisas perversas e alimentando em segredo as raízes da amargura. Certamente que o desagrado de Deus, recairá sobre toda a alma que acaricia e nutre essas raízes de dissensão e possui um espírito tão diferente do espírito de Cristo.

[...] A luz que Deus deu, deve ser respeitada, não somente para a nossa própria segurança, mas também para a segurança da igreja de Deus. Os passos que agora são dados por uns poucos não devem ser seguidos pelo povo remanescente de Deus. Vosso procedimento não pode ser apoiado pelo Senhor. Torna-se evidente, por vosso procedimento, que estabelecestes vossos planos sem o auxílio dAquele que é poderoso em conselho; mas o Senhor operará. Os que criticaram a obra de Deus, precisam de que seus olhos sejam ungidos, pois se sentiram poderosos em sua própria força. Mas há Um que pode atar o braço do poderoso e anular o conselho do prudente.

— Ellen G. White. Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 467-469