segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Chuva temporã e chuva serôdia: O derramamento do Espírito Santo

Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento usam o simbolismo da água para representar o Espírito Santo. O profeta Isaías citou as palavras de nosso Senhor: 
“Derramarei água sobre o sedento [...] derramarei o Meu Espírito sobre a tua posteridade” (Isaías 44:3). 
Isaías usou um recurso literário hebraico chamado paralelismo. A segunda expressão da passagem explica a primeira. O profeta Joel também apresenta o simbolismo da água. Deus prometeu regar os campos de Israel. Então, declarou: 
“Acontecerá, depois, que derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne” (Joel 2:28). 
Jesus usou o simbolismo da água para representar o Espírito Santo (João 7:37-39).
"Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado."

Quais são os dois símbolos que os seguintes textos usam para representar derramamento do Espírito Santo? Como podemos entender o que eles significam? Joel 2:21-24, 28-32; Tiago 5:7, 8

"Não temas, ó terra, regozija-te e alegra-te, porque o SENHOR faz grandes coisas. Não temais, animais do campo, porque os pastos do deserto reverdecerão, porque o arvoredo dará o seu fruto, a figueira e a vide produzirão com vigor. Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no SENHOR, vosso Deus, porque ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia. As eiras se encherão de trigo, e os lagares transbordarão de vinho e de óleo.
E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias. Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem salvos, como o SENHOR prometeu; e, entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar." (Joel 2:21-24; 28-32)
"Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvasSede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima." (Tiago 5:7-8)
Nos tempos bíblicos, o trabalho de semear e arar ocorria a partir de meados de outubro, logo após a queda das primeiras chuvas, que faziam germinar a semente e alimentavam seu crescimento inicial. A última chuva caía no fim da primavera para amadurecer o fruto para a colheita. A colheita de cevada e outros cereais era um evento da primavera, seguida pela colheita das frutas, no verão e outono.

Deus usa o simbolismo das chuvas temporã e serôdia de duas maneiras. A primeira chuva do Espírito (temporã) caiu sobre os discípulos no Pentecostes, a fim de lançar a missão cristã. A chuva serôdia será derramada sobre a Igreja de Deus no fim dos tempos, para completar Sua missão na Terra. A expressão “chuva temporã” também se refere à obra diária do Espírito de Deus, ao convencer, instruir, orientar e capacitar cada cristão. “Chuva serôdia” é uma expressão usada para descrever uma dotação especial do Espírito Santo sobre a Igreja de Cristo antes da vinda de Jesus.
“Sob a figura das chuvas temporã e serôdia, que caem nas terras orientais ao tempo da semeadura e da colheita, os profetas hebreus predisseram a dotação de graça espiritual em medida extraordinária à igreja de Deus. O derramamento do Espírito Santo nos dias dos apóstolos foi o começo da primeira chuva, ou temporã, e glorioso foi o resultado. [...]
“Ao aproximar-se o fim da ceifa da Terra, uma concessão especial de graça espiritual é prometida a fim de preparar a igreja para a vinda do Filho do homem. Esse derramamento do Espírito Santo é comparado à queda da chuva serôdia. E é por esse poder adicional que os cristãos devem fazer suas petições ao Senhor da seara ‘no tempo da chuva serôdia’” (Zc 10:1; Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 54, 55).
(Lição da Escola Sabatina Adultos, 23 set. 2013)
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