segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Segurança só no pensar correto

"Guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida." (Provérbios 4:23)
Como um homem imagina “na sua alma, assim é” (Provérbios 23:7). Muitos pensamentos fazem a história não escrita de um só dia; e esses pensamentos têm muito que ver com a formação do caráter. Nossos pensamentos devem ser estritamente guardados; pois um pensamento impuro causa uma profunda impressão na alma. Um mau pensamento deixa uma impressão má no espírito. Se os pensamentos são puros e santos, o homem se torna melhor por havê-los nutrido. Por eles é avivado o pulso espiritual, aumentando a capacidade de fazer o bem. E como uma gota de chuva prepara o caminho para outra no umedecer a terra, assim um bom pensamento prepara para outro o caminho.

Hábitos errôneos no pensar, uma vez adotados, tornam-se um poder despótico que prende a mente como uma garra de aço. Nem sequer aos pensamentos permitais correr a rédeas soltas. Devem ser dominados e conduzidos cativos à obediência de Cristo. Que eles estejam ocupados em coisas santas. Então, pela graça de Cristo, serão puros e verdadeiros. Necessitamos de ter um constante sentimento do poder enobrecedor dos pensamentos puros. É nos bons pensamentos que reside a única segurança para cada alma.

Nossa mente toma o nível das coisas em que os pensamentos se demoram, e se pensarmos em coisas terrenas, deixamos de receber impressão das coisas celestiais. Seríamos grandemente beneficiados pela contemplação da misericórdia, bondade e amor de Deus; no entanto permitimos grande prejuízo por nos determos nas coisas terrenas e temporais.

Ainda que nos achemos numa atmosfera maculada e corrupta, não lhe somos forçados a respirar os miasmas, mas podemos viver no puro ambiente do Céu. Podemos cerrar todas as portas a imaginações impuras e pensamentos profanos, erguendo nossa alma à presença de Deus por meio de sincera oração. Aquele cujo coração se acha aberto para receber o auxílio e a bênção de Deus, há de viver numa atmosfera mais santa que a da Terra, tendo constante comunhão com o Céu.

(Ellen G. White. A fé pela qual eu vivo, p. 219-220)