terça-feira, 23 de julho de 2013

[COMBATENDO O ERRO] Ex-pastor adventista desmascarando Ellen White e Wiliam Miller



Este artigo tem como objetivo realizar uma análise crítica e bíblica do vídeo "Ex-pastor adventista desmascarando Ellen White e William [Guilherme] Miller"do canal Tato Theotokos (provavelmente católico pelo perfil dos vídeos publicados). Portanto, para que este contextualizado do assunto a ser discutido abaixo sugiro que assista ao vídeo primeiro. Os argumentos utilizados no vídeo serão analisados individualmente e estão dispostos na ordem que ocorrem. São eles:


ARGUMENTO n.° 01
A doutrina do juízo investigativo ensinada pelos adventistas vem de uma reinterpretação de uma profecia falhada de William Miller de que Cristo viria à Terra no dia 22 de outubro de 1844.
A primeira e primordial falha do vídeo está em tratar de assuntos teológicos profundos sem proporcionar a devida explicação ou motivo para a determinada crença. Então, antes de discorrer sobre o argumento em si, é necessário que o amigo leitor entenda o que é o juízo investigativo ensinado pelos Adventistas do Sétimo Dia. É impossível compreender o juízo investigado sem compreender a "Doutrina do Santuário", portanto, assista ao vídeo abaixo para continuarmos.



De forma resumida, veja a base bíblica para a Doutrina do Santuário.Deus mandou Moisés construir um santuário terrestre onde Ele seria adorado: "E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. Segundo tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis." (Êxodo 25:8-9). Moisés construiu tudo (estrutura, móveis e serviços ministrados) conforme o modelo que Deus lhe mostrou. "Vê, pois, que tudo faças segundo o modelo que te foi mostrado no monte." (Êxodo 25:40). A ordem expressa de Deus era que Moisés reproduzisse um tabernáculo na Terra conforme um modelo que o próprio Deus havia lhe revelado. A imagem abaixo nos ajuda a visualizar o projeto do santuário terrestre.
No livro de Hebreus, no Novo Testamento, há o registro fiel de todos os utensílios que haviam no tabernáculo:
"Ora, a primeira aliança também tinha preceitos de serviço sagrado e o seu santuário terrestre. Com efeito, foi preparado o tabernáculo, cuja parte anterior, onde estavam o candeeiro, e a mesa, e a exposição dos pães, se chama o Santo Lugar; por trás do segundo véu, se encontrava o tabernáculo que se chama o Santo dos Santos, ao qual pertencia um altar de ouro para o incenso e a arca da aliança totalmente coberta de ouro, na qual estava uma urna de ouro contendo o maná, o bordão de Arão, que floresceu, e as tábuas da aliança; e sobre ela, os querubins de glória, que, com a sua sombra, cobriam o propiciatório." (Hebreus 9:1-5)
O tabernáculo (ou santuário) era dividido em três espaços:
  1. O PÁTIO: O único lugar acessível ao povo. Ali estava o altar de holocausto (onde os sacrifícios eram realizados) e a bacia de bronze (para purificação do sacerdote antes dele entrar no Lugar Santo).
  2. O LUGAR SANTO: Entre o pátio e este compartimento havia um véu (o primeiro véu) e este compartimento era acessível apenas aos sacerdotes. Ali estavam o candelabro de ouro, a mesa com os pães da proposição e o altar de incenso.
  3. O LUGAR SANTÍSSIMO ou SANTO DOS SANTOS: Havia um outro véu (o segundo) que separava o Lugar Santo do Santíssimo. Só entrava neste compartimento o Sumo Sacerdote (o mais importante dos sacerdotes) e apenas uma vez ao ano no Dia da Expiação, enquanto no Lugar Santo os sacerdotes entravam todos os dias do ano. Neste compartimento estava a arca da aliança que continha as duas tábuas contendo os dez mandamentos escritos pelo dedo de Deus, um pote com o maná que caiu do céu quando os israelitas peregrinavam no deserto e a o bordão de Arão (irmão de Moisés) que floreceu. A arca tinha uma tampa que se chamava "propiciatório" onde dois querubins ficavam um de frente com o outro em reverência e no centro a shekinah, a glória de Deus, se revelava.
Este estudo abaixo faz uma análise mais minuciosa do simbolismo de cada utensílio do santuário terrestre e sua devida aplicação ao ministério de Jesus.

É importante que o próprio Paulo, depois de descrever os utensílios do santuário terrestre, afirma: "É isto uma parábola para a época presente" (Hebreus 9:9). Isso mesmo, o texto diz que TUDO que aconteceu no santuário terrestre, seus utensílios e seus serviços eram uma ilustração daquilo que acontece atualmente. Mas acontece atualmente onde? Como pode se o templo em Jerusalém foi destruído no ano 70 d.C.? A Bíblia mesmo esclarece:
"Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem." (Hebreus 8:1-2)
Percebeu? Nós temos um Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, que ministra a nosso favor no "santuário [..] verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem". Há um santuário no céu e foi ele que serviu de modelo para Moisés construir o santuário na Terra. Caro amigo, perceba que até agora não utilizei nenhum texto nem de Ellen G. White, mas só da Bíblia para te mostrar que o ensino da Doutrina do Santuário é bíblica. Os textos são claros!
 

JUÍZO INVESTIGATIVO

É também chamado "juízo pré-advento". Pré-advento porque ocorrerá antes de Jesus retornar a esta terra para buscar os Seus filhos.O que o juízo investigativo tem que ver com a doutrina do santuário? É isso que vamos compreender juntos, agora que já temos um entendimento básico do santuário. Acima, mencionei que o santuário terrestre possuía utensílios e serviços, mas descrevi apenas os utensílios e não os serviços. Os serviços do antigo santuário nos ajudará a compreender porque os Adventistas do Sétimo Dia ensinam que o juízo já começou. 
 
No santuário terrestre haviam dois tipos de serviços distintos:
  1. DIÁRIO: Todos os dias aconteciam sacrifícios e ofertas ministradas pelo sacerdote. Quando um animal ou ave era morto, seu sangue era recolhido e o o sacerdote entrava e aspergia gotas deste sangue no segundo véu (aquele que separava o Lugar Santo do Lugar Santíssimo). Assim, o pecado que o pecador havia se arrependido, virtualmente era transferido para o animal sacrificado e o sangue do animal inocente, que virtualmente carregava o pecado do pecador, era levado para dentro do santuário e "registrado" no véu. O pecador havia recebido o perdão não por causa do sangue de um animal, mas por causa da sua fé em Deus, que é o único que pode perdoar pecados. Todavia, os pecados de cada pecador que havia buscado o perdão de Deus ficava registrado no segundo véu.
  2. ANUAL: Por isso, uma vez por ano, ocorria o Dia da Expiação que era uma cerimônia dedicada para purificar o santuário dos pecados virtualmente registrados no véu durante todo um ano. Este dia era o único em que além de ninguém poder trabalhar, todos deveriam estar em jejum e realizar um exame de coração, pois neste dia o Sumo Sacerdote entrava no Lugar Santíssimo para remover os pecados registrados no segundo véu de uma vez por todas, assim, cada pecador arrependido, estava apto para começar mais um ano, com seus pecados jogados nas profundezas do mar e esquecidos por Deus. Nesta cerimônia, haviam dois bodes. Um era morto e com o sangue deste que era morto o santuário era purificado e o outro não era morto e sobre este o Sumo Sacerdote transferia virtualmente todos os pecados registrados durante o ano sobre sua cabeça, mas ele não era morto e era solto no deserto para vagar sozinho. O bode morto era símbolo de Cristo, cujo sangue e sacrifício perfeito purifica o santuário e adquiriu o perdão de Deus para nós. O bode que não era morto simbolizava Satanás que será responsabilidade por todos os pecados perdoados e registrados no santuário pois ele é o acusador e enganador dos filhos de Deus, por causa dos enganos de Satanás a humanidade pecou e por causa dos pecados da humanidade, Cristo morreu.
Claramente, o Dia da Expiação que ocorria no Santuário Terrestre (registrado em Levíticos 16) era símbolo de juízo. Este era o dia mais importante do calendário religioso judaico.
"Assim, fará expiação pelo santuário por causa das impurezas dos filhos de Israel, e das suas transgressões, e de todos os seus pecados. Da mesma sorte, fará pela tenda da congregação, que está com eles no meio das suas impurezas. [...] Isso vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez dias do mês, afligireis a vossa alma e nenhuma obra fareis, nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vós. Porque, naquele dia, se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados, perante o SENHOR." (Levíticos 16:16, 29-30)
Lembre-se que tudo isso era "uma parábola para a época presente" (Hebreus 9:9). Como assim, você deve estar se perguntando? Tudo que acontecia no santuário terrestre era uma miniatura do que acontece no santuário celestial. Ao profeta Daniel foi revelado o ano que o "Dia da Expiação" no Santuário Celestial começaria. Após ter recebido em visão a revelação dos reinos que haveriam de reinar na Terra (Babilônia, Medo-Persa, Grécia e Roma), Deus revelou ao Seu servo um poder religioso que surgiria de Roma. O profeta ficou grandemente assustado com as heresias ensinadas por este poder religioso e queria saber quando isto teria fim. Então, ele recebe a promessa do início do "Dia da Expiação" no Santuário Celestial nestes termos:
"Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado." (Daniel 8:14).
"Tarde e manhã" equivale a "dia", porque na semana da criação cada "tarde e manhã" representava um dia literal de 24 horas. "Tarde" são as 12h escuras do dia e "manhã" são as 12h claras do dia. Para Deus e na Bíblia o dia começa quando escurece. Por isso, os Adventistas do Sétimo Dia guardam o sábado do quarto mandamento começando logo após o por do sol da sexta-feira (tarde).
 
Todavia, os 2300 dias de Daniel 8:14 devem ser entendidos não como literais porque está inserido em um contexto profético. E em profecia, um dia equivale a um ano literal, de acordo com Ezequiel 4:4-5. Sendo assim, Daniel havia recebido de Deus que o "Dia da Expiação" no Santuário Celestial começaria quando a profecia dos 2300 anos se completasse. No capítulo 9, Deus envia um anjo para explicar a Daniel que evento marcaria o início (o start) que seria utilizado para começar a contar os 2300 anos. "Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém" (Daniel 9:25). Quando isso ocorreu? O decreto que possibilitou Jerusalém ser reconstruída, o templo ser reconstruído (o segundo templo, aquele que Jesus andou em Seus dias) e a cidade voltasse a ser independente depois do cativeiro babilônico foi o decreto do rei Medo-Persa Artaxerxes e isto ocorreu no ano 457 a.C.

Esta profecia é maravilhosa porque aponta, inclusive, a data do batismo de Cristo (27 d.C.) e de sua crucifixão (31 d.C.), datas precisamente comprovadas pela História. Para saber mais sobre isso, clique aqui. Vale lembrar que 457 a.C. conta regressivamente e que não existiu o ano zero. 2300 menos 457 é igual a 1843, mas não houve ano zero, então soma-se 1, o que resultará em 1844. Pela profecia bíblica e não por uma igreja, o ano para o início do Dia da Expiação no Santuário Celestial é determinado como 1844.
 
O que há que seja necessário ser purificado no santuário celestial? Assim como no santuário terrestre os pecados eram virtualmente transferidos do pecador para o animal e do sangue do animal morto para o segundo véu, os pecados perdoados em nome de Jesus são registrados no santuário celestial.

Depois da cruz, Jesus entrou no Lugar Santo do Santuário Celestial para interceder (apresentar Seu sacrifício perfeito) por nós. Em 1844, quando terminou a profecia dos 2300 anos de Daniel 8:14, Jesus passou do Lugar Santo para o Lugar Santíssimo e começou a realizar o Dia da Expiação.

O erro de Guilherme Miller foi, quando estudou as profecias de Daniel, acreditar que a purificação de Daniel 8:14 fosse a purificação da Terra e que ocorreria quando Jesus voltasse. Esta era a interpretação popular, mas não a opinião bíblica do assunto. Quando Hiram Edson e R.L. Crosier foram procurar na Bíblia o que a Palavra de Deus ensinava sobre "purificação" encontraram Levíticos 16 e a explicação que agora você já tem conhecimento. Portanto, a Doutrina do Santuário nem de longe é algo para cobrir o erro, mas sim o resultado de uma profunda investigação bíblica.

Vale ressaltar que, quando os adventistas sofreram com o Grande Desapontamento ao esperar a volta de Jesus conforme ensinamento de Miller para 22 de outubro de 1844 não existia "Igreja Adventista do Sétimo Dia", que foi ser formalizada só em 1863. Ellen White era uma jovem que fazia parte do movimento milerita que arrastou um milhão de pessoas de todas as igrejas americanas. Depois do desapontamento, só um grupo, o menor deles, entendeu que a profecia não estava errada, mas sim o evento que se acreditava ocorrer (volta de Jesus). Assim eles estudaram a Palavra de Deus em oração e sinceridade de coração e Deus, através do Seu Santo Espírito lhe iluminou para compreender esta maravilhosa verdade.

Apocalipse 14:6-7 nos diz sobre um juízo. O texto afirma:
"Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas."
O evangelho eterno é as boas novas da salvação em Cristo Jesus, a salvação pela graça, a justificação pela fé e a santificação pelo batismo do Espírito Santo. Os que afirmam que esta doutrina é legalista ou destituída de graça demonstra ser um profundo ignorante em Bíblia, pois o que a Doutrina do Santuário ensina é justamente que a salvação está disponível a todo pecador arrependimento e o juízo de Deus tem o objetivo de salvar o máximo de pessoas. Por isso, os Adventistas do Sétimo Dia são os únicos cristãos que pregam esta mensagem angélica que é um convite a adorar a Deus e o motivo para adorar a Deus é porque "é chegada a hora do Seu juízo". Esta mensagem começou a ser pregada na Terra após 1844. Coincidência? Nenhuma.

O texto de Apocalipse 14:6-7 também convida não só a adorarmos a Deus, mas a adorar Aquele que "fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas", este detalhe traz como referência direta o seguinte texto:
"Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. [...] Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, [...] porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou." (Êxodo 20:8-11).
Os Adventistas do Sétimo Dia simplesmente aceitaram o convite de Deus para o adorar da forma que Ele deseja e não da forma que nosso coração enganoso quer adorá-lo. Entendendo que a graça de Cristo possibilita cada ser humano de fazer parte do povo de Deus, aqueles que "guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus" (Apocalipse 12:17).

O juízo investigativo começou em 1844 e o erro da interpretação de Miller foi marcar a data da volta de Jesus para este ano. Não é isto que a Bíblia ensina. O que a Bíblia ensina, como percebemos pelos textos utilizados, é que o juízo que se iniciou é investigativo porque Jesus está purificando o santuário ao remover os pecados de todos os que se arrependeram. Como os que não se arrependeram fazem uso do livre-arbítrio que Deus deu a eles, o SENHOR respeitará sua decisão, mas estes, por rejeitarem a graça de Jesus e seu sacrifício expiatório, responderão perante o tribunal de Deus pelos pecados cometidos e não arrependidos.

A Bíblia ensina o juízo de Deus em três etapas:
  1. Juízo Investigativo iniciado em 1844 e que será concluído antes da volta de Jesus.
  2. Juízo Comprobatório que ocorrerá durante o milênio (os mil anos que os salvos viverão no céu) e onde os salvos poderão consultar os livros utilizados no juízo investigativo para comprovar a justiça de Deus.
  3. Juízo Executivo que ocorrerá após o milênio e eliminará o mal da Terra de uma vez por todas.
Ainda existe graça, ainda existe salvação. Busque o perdão de Deus enquanto há tempo. Entregue sua vida a Cristo e viva somente pela fé. Esta é a mensagem pregada nos púlpitos adventistas em todo mundo.


ARGUMENTO n.° 02
Ellen G. White apoiou a crença da "Porta Fechada", conforme consta na sua primeira visão profética. Depois de 1851, ideias foram deixadas de lado ou reinterpretadas.
Este argumento é totalmente quebrado e respondido em um estudo realizado pelo Centro White e disponível neste link: clique aqui. O que os críticos da Igreja Adventista do Sétimo Dia não entendem é que somos um movimento e não temos um corpo de doutrinas fechadas e seladas, pois compreendemos que o Espírito Santo dirige esta igreja e no tempo certo Deus nos ajudará a corrigir pontos de vistas errados como também trará à luz nova compreensão aos ensinamentos bíblicos. Atualmente, a igreja possui 28 doutrinas, mas há bem pouco tempo possuía 27. Somos um movimento que estuda a Bíblia e está de coração sincero buscando a verdade e com isso permitindo que Deus leve por onde Ele quiser que vamos.
 

ARGUMENTO n.° 03
Hiram Edson e R.L. Crosier introduziram a "Teologia do Santuário" para dar uma explicação ao Grande Desapontamento. O vídeo diz: "este novo ensinamento lhe permitiu sair do seu dilema sem admitir seu erro." Ellen White recebeu visão confirmando a nova doutrina.
Este argumento já foi respondido no contexto do argumento n.° 01. Alguns artigos podem te ajudar a ter uma compreensão mais profunda do que o que foi explicado até aqui. São eles:
  1. Será o Santuário “Purificado”?
  2. O Julgamento de Deus e os Ataques de Satanás
  3. Estudo para Católicos, Protestantes e Espíritas: O Juízo Final

 
ARGUMENTO n.° 04
"As profecias de Daniel e o Apocalipse tiveram que ser reinterpretados para se ajustarem ao juízo investigativo." A doutrina do Santuário não pode apoiar-se na Bíblia. O juízo investigativo é anti-bíblico e não é ensinada por nenhuma denominação cristã legítima.
Como explicado no argumento n.° 01, as profecias não foram reinterpretadas, mas sim foram interpretadas corretamente. O erro da interpretação não foi da Igreja Adventista do Sétimo Dia porque ela ainda não existia e nem de Ellen G. White que recebeu seu chamado profético somente após o grande desapontamento. O juízo investigativo é totalmente bíblico e claro na Palavra de Deus. O simples fato de nenhuma denominação cristã ensinar a Doutrina do Santuário não é prova de que ela seja teologicamente errada, prova apenas que nenhuma denominação cristã alcançou o entendimento para tal ensino. Ele está na Bíblia. A mesma Bíblia que os Adventistas do Sétimo Dia utilizam é a que milhões de cristãos utilizam. Basta estudar o assunto, ele está lá.
 


ARGUMENTO n.° 05
O juízo investigativo ensina que qualquer que não tiver sido obediente aos dez mandamentos, em especial ao sábado, estará perdido. Esta doutrina é completamente contrário ao evangelho da graça do Novo Testamento.
Tal acusação é utilizada fora do contexto adequado com o único propósito de colocar o sincero cristão contra os Adventistas do Sétimo Dia. Como pode alguém ensinar que se é salvo por guardar mandamentos uma vez que a Bíblia é clara ao ensinar que "pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie." (Efésios 2:8-9). Todavia, o erro da grande maioria dos cristãos atuais é afirmar que uma vez salvos pela graça não temos que obedecer aos mandamentos de Deus. Tal afirmação não é bíblica, pois Jesus disse: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos." (João 14:15). 
 
O pecado é a transgressão da lei de Deus (1 João 3:4), o salário (consequência) do pecado é a morte (Romanos 6:23) e todos nós pecamos (Romanos 3:23). Jesus morreu por causa dos nossos pecados, ou seja, Ele morreu porque transgredimos a lei de Deus, para nos salvar da condenação da lei, pois "pela lei vem o pleno conhecimento do pecado" (Romanos 3:20). E muitos cristãos, padres e pastores pregam que Jesus morreu porque somos transgressores para que continuemos a ser transgressores. Tem algo errado nisso? Claro. Jesus nos salvou para vivermos em obediência. Ele mesmo disse: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele." (João 14:21).

A única forma de ser obediente aos mandamentos de Deus é depender da justiça de Cristo. Nós não podemos, longe de Jesus, ser obediente a nada, pois nossa natureza é pecaminosa e, portanto, transgressora. Mas, salvos pela graça, mediante a fé, o Espírito Santo de Deus escreve os Dez Mandamentos em nosso coração (Hebreus 8:10) e porque Jesus foi obediente a todos os mandamentos de Deus, nós também podemos ser por causa dos Seus méritos. Finalizo com um texto divisor de águas no cristianismo:
"Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Aquele, entretanto, que guarda a Sua Palavra, nEle, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nEle: aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele andou." (1 João 2:4-6)


Conclusão

O vídeo não apresenta nenhum texto bíblico que comprove que os ensinamentos dos Adventistas do Sétimo Dia sobre a Doutrina do Santuário seja errado. Utiliza sim do testemunho de um ex-pastor (que conhece verdadeiramente a doutrina, pois fez curso de teologia) que demonstra sua opinião e não a opinião da Bíblia sobre o assunto. 

Vídeos falaciosos como este estão aos montes no YouTube e são utilizados principalmente por cristãos que pretendem provar que a Igreja Adventista do Sétimo Dia não merece ser respeitada como instrumento de Deus para levar pessoas até a doutrina pura de Cristo revelada na Bíblia. A todos estes, deixo o convite de estudar a Bíblia. É a Bíblia que é a verdade, é ela que liberta, não é este blog, não é um pastor que liberta, nem muito menos o Papa. Quem liberta é Deus e Ele assim o faz através do estudo sincero e livre de preconceitos da Bíblia, onde o Espírito Santo, nosso maior professor, estará presente nos auxiliando a compreender a riqueza do conhecimento contido nas Escrituras.