quinta-feira, 27 de junho de 2013

Que base bíblica sólida temos para acreditar que o sábado é eterno e universal e não apenas uma ordenança restrita aos judeus?

O sábado foi dado a Adão, que é o pai de toda humanidade. Não foi dado a Abraão ao ser chamado, nem a Moisés no Sinai. O Sábado é universal, porque Deus é universal. Os textos bíblicos que mostram que o sábado era observado antes mesmo da história do Sinai são claros. Por exemplo, a primeira referência real ao sábado no livro de Êxodo aparece no capítulo 5. 

"Aí o rei do Egito disse a Moisés e a Arão: —Por que vocês estão atrapalhando o trabalho do povo? Façam com que aqueles escravos voltem ao trabalho! Ele disse também: —Agora que há tantos israelitas no país, vocês querem que eles deixem de trabalhar?" (Êxodo 5:4-5 NTLH)

Faraó ficou irado porque Moisés estava fazendo os israelitas pararem de trabalhar (v. 5). A expressão "parar de trabalhar", "descansar", usada naquele contexto, é a palavra shabat. Usada com referência ao sábado, sétimo dia da semana. Outra referência sobre o sábado, antes do Sinai, aparece no texto que faz alusão ao maná (Êxodo 16:26).

Além disso, para judeus e cristãos, os Dez Mandamentos são considerados universais. Na tradição judaica, existe a ideia de que Deus pronunciou o Decálogo na língua de todas as nações da Terra. Outro ponto importante é o fato de Deus ter dado os Dez Mandamentos no Monte Sinai e não em Jerusalém. O Sinai é situado em um deserto; e deserto é terra de ninguém. Assim, os mandamentos não pertencem a Israel; pertencem à humanidade. A dimensão da universalidade dos Dez Mandamentos está clara também em Isaías 56:3-7. 

"Não fale o estrangeiro que se houver chegado ao SENHOR, dizendo: O SENHOR, com efeito, me separará do seu povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que eu sou uma árvore seca. Porque assim diz o SENHOR: Aos eunucos que guardam os Meus sábados, escolhem aquilo que Me agrada e abraçam a Minha aliança, darei na Minha casa e dentro dos Meus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará. 
Aos estrangeiros que se chegam ao SENHOR, para O servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos Seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a Minha aliança, também os levarei ao Meu santo monte e os alegrarei na Minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no Meu altar, porque a Minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos." 

Esse texto relata que o eunuco e o estrangeiro que buscassem o SENHOR e guardassem os Seus sábados seriam contados como parte do povo de Deus, porque a casa do SENHOR seria uma casa de oração para todos os povos.

No Novo Testamento, temos passagens clássicas mostrando que Jesus (Lc 4:16) e os apóstolos (Lc 23:54-56) guardaram o sábado. O livro de Atos nos diz que Paulo tinha o costume de ir à sinagoga aos sábados para participar dos cultos (Atos 13:14, 42, 44). Alguns dizem que o propósito do apóstolo com isso era meramente evangelístico. No entanto, o livro de Atos revela que, mesmo onde não havia sinagoga, Paulo buscava um lugar de oração para passar o sábado (Atos 16:13).

No Apocalipse, a linguagem da última mensagem de Deus para humanidade (Ap 14:7) lembra a que foi usada no quarto mandamento (Êx 20:8). A Bíblia está repleta de referências ao sábado. Um estudo cuidadoso das Escrituras, respeitando os princípios corretos de exegese, revelará que o sábado é eterno como é eterna a Lei de Deus.

(Reinaldo Siqueira. Revista Adventista, março de 2013, p. 6-7)

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