terça-feira, 11 de junho de 2013

O curto mas efetivo ministério do profeta Ageu

Contexto

Ageu pregou ao todo cinco sermões, quatro para a comunidade de fé e o último a Zorobabel, governador e líder político do povo de Deus naquela época. O ministério de Ageu durou menos de quatro meses, na segunda parte do ano 520 a.C. Ele serviu durante o tempo de Dario, o rei medo-persa que, com seus decretos, notavelmente ajudou o povo de Deus, dando-lhe permissão para concluir sua obra no templo (para detalhes, leia Ed 5:1–6:14). Felizmente, cada uma das mensagens de Ageu foi datada. Por isso, sabemos exatamente quando seus discursos foram proferidos.



O ministério de Ageu ocorreu no momento em que o povo de Deus estava desanimado. Eles haviam retornado do exílio babilônico (cerca de 537 a.C.) com grandes expectativas, mas quando começaram a reconstruir o templo e a cidade de Jerusalém, a oposição se levantou (Ed 4:1-5,24). Em seu desespero, eles pararam de trabalhar na casa do Senhor. Em vez disso, apenas se concentraram nos próprios negócios e casas. Perderam a fé na ajuda de Deus, bem como a confiança na Sua liderança, embora Ele tivesse preparado um futuro brilhante para eles. Depois de muitos anos de crise, Deus chamou Ageu para transmitir Sua palavra ao povo, a fim de despertá-lo da letargia (Ed 5:1, 2; 6:14).


I. Primeiro sermão, proferido em 29 de agosto de 520 a.C.
(Ageu 1:1-12.)

Deus entrou em discussão com Seu povo e pediu que ele reconsiderasse sua vida, seus hábitos e os resultados de seu trabalho. Por duas vezes Ele pediu: “Vejam aonde os seus caminhos os levaram” (v. 5, 7, NVI), o que significa que eles precisavam acabar com sua incredulidade e estilo de vida egoísta. Eles trabalhavam muito, mas alcançavam pouco.
"Vocês têm plantado muito, e colhido pouco. Vocês comem, mas não se fartam. Bebem, mas não se satisfazem. Vestem-se, mas não se aquecem. Aquele que recebe salário, recebe-o para colocá-lo numa bolsa furada" (Ag 1:6, NVI). 
Sem a bênção divina, a vida é muito difícil. Deus está no comando e faz um apelo: "Subam o monte para trazer madeira. Construam o templo, para que Eu Me alegre e nele seja glorificado, diz o Senhor" (Ag 1:8, NVI). A resposta deles foi extraordinária. Todos juntos (líderes, sacerdotes e povo) “obedeceram à voz do Senhor, o seu Deus, retornaram a Ele e O temeram (Ag 1:12).

Pense nisto: Qual foi a causa principal da falta de prosperidade das pessoas? O que Deus mandou que eles fizessem para reverter a situação? O que significa ver “aonde os [nossos] caminhos [nos] levaram?


II. Segundo sermão, proferido em 21 de setembro de 520 a.C.
(Ageu 1:13-15.)

A segunda mensagem foi o sermão mais curto e consiste apenas em sete palavras (apenas quatro palavras em hebraico): 
"Eu estou com vocês, diz o Senhor" (v. 13, NVI). 
Essa proclamação era tudo o que o povo precisava ouvir. Deus lhe assegurou que estava e estaria com ele! Essa foi a ampla promessa de Deus. Se o Senhor estava com Seu povo, ninguém poderia vencê-lo. A presença de Deus proveria tudo o que precisavam para sua vida física e espiritual. Se Deus é por nós, quem será contra nós? Ninguém, nada pode nos separar do amor de Deus (Rm 8:35-39). Como resultado, após três semanas de profundo reavivamento, o povo de Deus começou a trabalhar na casa do Senhor Todo-poderoso (Ag 1:14).

Pense nisto: Quando Deus declarou ao povo: “Eu estou com vocês”, que amplas garantias essa proclamação incluía? Que significado e promessas estavam reservadas para nós nessas palavras?


III. Terceiro sermão, proferido em 17 de outubro de 520 a.C.
(Ageu 2:1-9.)

Deus encorajou os líderes e o povo a não olhar para as dificuldades e não comparar esse templo com o glorioso templo de Salomão. O santuário atual podia parecer insignificante, mas eles não deviam se desesperar. Deus os animou: 
"Coragem [...] Porque Eu estou com vocês [...] Esta é a aliança que fiz com vocês [...] Meu Espírito está entre vocês" (Ag 2:4, 5, NVI). 
A obra seria realizada pelo Espírito de Deus (leia também Zc 4:6). Deus disse mais: “’A glória deste novo templo será maior do que a do antigo’” templo de Salomão (Ag 2:9, NVI), porque o Messias, Jesus Cristo, viria a ele.

Esse terceiro sermão contém uma das mais belas profecias messiânicas: “’Farei tremer todas as nações, e virá o Desejado de todas as nações, e encherei esta casa de glória’, diz o Senhor dos Exércitos” (Ag 2:7, RC). “O Desejado de todas as nações” (essa expressão aparece apenas uma vez em toda a Bíblia) não é outro senão Jesus Cristo.

Pense nisto: O título do livro O Desejado de Todas as Nações de Ellen G. White, sobre a vida de Jesus Cristo, foi inspirado nesse verso. O que significa a palavra “desejado”? O que há em Cristo que “todas as nações” poderiam desejar?


IV. Quarto sermão, proferido em 18 de dezembro de 520 a.C.
(Ageu 2:10-19.)

Ageu fez duas perguntas aos sacerdotes: A carne consagrada santificará as coisas em que ela toca? (v. 12). A resposta a essa primeira pergunta foi “Não”. A segunda pergunta foi: Uma pessoa que se tornou impura pelo contato com um corpo morto contamina as coisas em que toca? (v. 13). A resposta foi “Sim” (NVI). O que essas perguntas significam? O pecado se espalha automaticamente em torno de nós. Portanto, se queremos que algo bom aconteça ao nosso redor, isso deve ser cultivado com cuidado! A erva daninha cresce por si só em um jardim, mas para ter vegetais, a pessoa precisa cultivá-los. Só Deus pode produzir santidade na vida de alguém, porque Ele é a única fonte de santidade. Pessoas, coisas e tempo podem se tornar santos unicamente por meio do relacionamento com Deus.

Essa foi a última mensagem a todo o povo. Deus os encorajou: “Prestem atenção” (a ideia é repetida três vezes, nos versos 15 e 18, NVI), levando as pessoas a pensar e observar cuidadosamente. Então Ele prometeu: “’De hoje em diante, abençoarei vocês’” (v. 19).

Pense nisto:Por que, frequentemente, quando você tenta fazer o bem, de repente enfrenta muitos obstáculos e dificuldades? O que isso diz sobre a existência do mal?


V. Quinto sermão, proferido em 18 de dezembro de 520 a.C.
(Ageu 2:20-23.)

A última mensagem foi pessoal e específica para Zorobabel, o governador de Jerusalém. Deus disse que interviria e Seus propósitos seriam realizados. O governador seria o anel de selar do Senhor, se cooperasse com Ele, sendo um exemplo vivo do caráter de Deus, tanto quanto pode ser revelado pelo instrumento humano. Zorobabel seria a garantia e assinatura divina. Zorobabel não precisava se preocupar com nada. Deus trabalharia “por ele” e “por meio dele” (veja o contraste com o rei Joaquim [Jeconias ou Conias] em Jr 22:24). Zorobabel mais tarde foi mencionado na genealogia de Jesus (Mt 1:12, 13).

Pense nisto: Zorobabel foi “escolhido” por Deus. Com que finalidade? O que significa ser um modelo ou instrumento humano do Senhor? O que era um anel de selar, e para que era utilizado? Que dimensões as palavras “por meio dele” e “por ele” sugerem em termos do tipo de obra que Deus pretende realizar por nosso intermédio?

(Lição da Escola Sabatina, 2° Trimestre de 2013. Auxiliar para professores)