segunda-feira, 17 de junho de 2013

Homem, mero mortal

Seria, porventura, o mortal justo diante de Deus? Seria, acaso, o homem puro diante do seu Criador? Jó 4:17.

O homem é somente mortal, e enquanto julgar-se demasiado sábio para aceitar a Jesus, continuará somente mortal. A vida física não é eterna ou imortal; porque Deus, o Doador da vida, toma-a de novo. O homem não tem controle sobre sua vida. Em parte alguma a Palavra de Deus ensina que o espírito do homem é imortal. A imortalidade é um atributo exclusivo de Deus.

Sobre o erro fundamental da imortalidade inerente, repousa a doutrina da consciência na morte, doutrina que, semelhantemente à do tormento eterno, se opõe aos ensinos das Escrituras, aos ditames da razão, e a nossos sentimentos de humanidade. Que dizem as Escrituras com relação a estas coisas? Davi declara que o homem não se acha consciente na morte. “Sai-lhes o espírito, e eles tornam-se em sua terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.” (Salmos 146:4).

Quando, em resposta à sua oração, a vida de Ezequias foi prolongada quinze anos, o rei, agradecido, rendeu a Deus um tributo de louvor por Sua grande misericórdia. Nesse cântico ele dá a razão por assim se regozijar: “Não pode louvar-Te a sepultura, nem a morte glorificar-Te; nem esperarão em Tua verdade os que descem à cova. Os vivos, os vivos, esses Te louvarão, como eu hoje faço.” (Isaías 38:18, 19). A teologia popular representa os justos mortos como estando no Céu, admitidos na bem-aventurança, e louvando a Deus com língua imortal; Ezequias, porém, não pôde ver tal perspectiva gloriosa na morte.

Pedro, no dia de Pentecoste, declarou que o patriarca Davi “morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura”. “Porque Davi não subiu aos Céus.” (Atos 2:29, 34). O fato de Davi permanecer na sepultura até à ressurreição, prova que os justos não ascendem ao Céu por ocasião da morte. É unicamente pela ressurreição, e em virtude de Jesus haver ressuscitado, que Davi poderá finalmente assentar-se à destra de Deus.

(Ellen G. White. A fé pela qual eu vivo, p. 170-171)