sábado, 23 de março de 2013

O evangelho para ambas as dispensações


"Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação." (Tiago 1:17).

Desde a queda de Adão, tem sido o costume do mundo pecar, e é de nosso interesse conhecer o que seja o pecado. João declara: “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei: porque o pecado é a transgressão da lei.” (1 João 3:4).

O propósito de Deus é salvar do pecado. A alma, corrompida e deformada, tem de ser purificada, transformada. Mediante o evangelho, almas degradadas e escravizadas por Satanás devem ser redimidas para partilhar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus.

O evangelho é o poder e sabedoria de Deus. Cristo foi enviado à Terra para representar a Deus em caráter. Ele próprio era o evangelho. Muitos que pretendem crer e ensinar o evangelho, mas rejeitam as Escrituras do Antigo Testamento, das quais Cristo declarou: “São elas que de Mim testificam.” (João 5:39).  

Rejeitando o Antigo, rejeitam efetivamente o Novo, pois ambos são parte de um todo inseparável. Ninguém pode apresentar corretamente a lei de Deus sem o evangelho, ou o evangelho sem a lei. A lei é o evangelho consolidado, e o evangelho é a lei desdobrada. A lei é a raiz, e o evangelho é a fragrante flor e frutos que produz.

Aquele que do Sinai proclamou a lei e entregou a Moisés os preceitos da lei ritual, é o mesmo que proferiu o sermão do monte. O ensinador é o mesmo em ambas as dispensações. As reivindicações de Deus são as mesmas. Os mesmos são os princípios de Seu governo. Pois tudo procede dAquele “em quem não há mudança nem sombra de variação”. (Tiago 1:17).

O evangelho do Novo Testamento não é a norma do Antigo Testamento diminuída para satisfazer o pecador e salvá-lo em seu pecado. Deus exige de todos os Seus súditos obediência, inteira obediência a todos os mandamentos.

(Ellen G. White. A fé pela qual eu vivo, p. 84)