sábado, 16 de março de 2013

Alterando os mandamentos


"E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei." (Daniel 7:25)
Satanás não pôde impedir o plano da salvação. Jesus foi crucificado e ressuscitou no terceiro dia. Mas Satanás disse a seus anjos que ele faria mesmo a crucifixão e ressurreição servirem a seus intuitos. Concordava com que aqueles que professavam fé em Jesus cressem que as leis que regulavam os sacrifícios e ofertas judaicos cessaram por ocasião da morte de Cristo, caso pudesse levá-los mais longe e fazê-los crer que a lei dos Dez Mandamentos também morrera com Cristo.

Satanás disse a seus anjos que os Dez Mandamentos eram tão claros que muitos creriam que ainda vigoravam, e, portanto, deveria procurar corromper apenas um dos mandamentos. Levou então seus representantes a tentar a mudança do quarto mandamento, ou do sábado, alterando assim o único dos dez, que apresenta o verdadeiro Deus, o Criador dos Céus e da Terra. Satanás apresentou perante eles a gloriosa ressurreição de Jesus e lhe disse que, por haver Ele ressuscitado no primeiro dia da semana, mudara o sábado do sétimo para o primeiro dia da semana. Assim Satanás fez uso da ressurreição para servir a seus propósitos. Ele e seus anjos se regozijaram de que os erros que haviam preparado, fossem aceitos tão facilmente pelos professos amigos de Cristo.

Satanás, atuando mediante líderes não consagrados da igreja, alterou o quarto mandamento... e tentou pôr de parte o antigo sábado — o dia que Deus abençoou e santificou (Gênesis 2:2, 3), e, em seu lugar, exaltar o festival observado pelos pagãos como “o venerável dia do Sol” [o domingo, em inglês sunday - lit. "dia do sol"].

O Senhor definiu de modo claro a estrada que vai à cidade de Deus; o grande apóstata, porém, mudou o marco miliário, estabelecendo um falso sábado — um sábado modificado.

O inimigo de todo o bem pôs em sentido contrário a coluna miliária, de modo a fazê-la indicar o caminho da desobediência como sendo o da felicidade. Ele insultou a Jeová, recusando-se a obedecer o “Assim diz o SENHOR”. Cuidou em mudar os tempos e a lei.

(Ellen G. White. A fé pela qual eu vivo, p. 77)