sexta-feira, 29 de março de 2013

A lei anula a obediência?


"Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes estabelecemos a lei." (Romanos 3:31).

A fé não é um narcótico, mas um estimulante. Contemplando o Calvário, a nossa mente não se detém no não cumprimento do dever, mas criará a fé que irá atuar, purificando-a de todo o egoísmo.

A fé em Cristo que salva a alma não é o que muitos imaginam que ela é. “Crede, crede”, é o seu brado; “tão-somente crede em Cristo, e sereis salvos. É tudo que tereis de fazer.” Embora a fé verdadeira confie inteiramente em Cristo para a salvação, ela conduzirá a perfeita conformidade com a lei de Deus.

Há dois erros contra os quais os filhos de Deus — particularmente os que só há pouco vieram a confiar em Sua graça — devem, especialmente, precaver-se. O primeiro, é o de tomar em consideração as suas próprias obras, confiando em qualquer coisa que possam fazer, a fim de pôr-se em harmonia com Deus. Aquele que procura tornar-se santo por suas próprias obras, guardando a lei, tenta o impossível.

O erro oposto e não menos perigoso é o de que a crença em Cristo isente o homem da observância da lei de Deus; que, visto como só pela fé é que nos tornamos participantes da graça de Cristo, nossas obras nada têm que ver com nossa redenção.

Mas notai aqui que a obediência não é mera aquiescência externa, mas sim o serviço de amor. A lei de Deus é uma expressão de Sua própria natureza; é uma corporificação do grande princípio do amor, sendo, daí o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra. É a fé, e ela só, que, em vez de dispensar-nos da obediência, nos torna participantes da graça de Cristo, a qual nos habilita a prestar obediência.

Deus pretende que os Seus seguidores sejam o que Jesus foi quando revestido da natureza humana. Cumpre-nos, em Sua força, viver a vida pura e nobre que o Salvador viveu.

(Ellen G. White. A fé pela qual eu vivo, p. 90)