domingo, 17 de fevereiro de 2013

A Lenda de Hiram Abiff: Uma outra visão

VERSÃO MAÇÔNICA


A Lenda de Hirão-Abi ou Lenda de Hiram Abiff, é um ritual do terceiro grau da maçonaria que surgiu em referência a construção do Templo de Salomão, quando o rei de Tiro, que também tinha o nome de Hirão, fez acordos comerciais com Salomão, enviando para a Terra Santa ouro, prata, madeira de cipreste e cedro, além de pedreiros e desse sábio artífice Hirão-Abi. O mesmo era descendente de Dã por parte de mãe e filho de um homem fenício.

A lenda apresenta Hirão-Abi como salvador maçônico, e apregoa um rito de morte e ressurreição do seu salvador. Na lenda, Hirão-Abi é abordado três vezes para revelar o segredo de um Mestre Maçom, no projeto do Templo, senão perderá sua vida. Por duas vezes Hirão-Abi recusa com a frase: "Perco minha vida, mas não revelo os segredos", e por essa recusa é ferido. Na terceira vez, negando novamente os segredos a um terceiro enviado para obtê-los, Hirão-Abi é morto. No dia seguinte, Salomão envia um grupo para investigar e descobrir a respeito de Hirão-Abi. Quando Hirão-Abi é encontrado, ressuscita da sepultura.

Finalmente, então, meus irmãos, imitemos nosso Grande Mestre, Hirão-Abi, em sua conduta virtuosa, sua piedade genuína a Deus, em sua inflexível fidelidade ao que lhe está confiado, para que, como ele, possamos receber o severo tirano, a Morte, e recebê-lo como um gentil mensageiro enviado por nosso Supremo Grande Mestre, para nos transportar desta imperfeita para perfeita, gloriosa e celestial Loja lá em cima, em que o Supremo Arquiteto do Universo preside.[Ritual do Terceiro Grau]

"Portanto, a Maçonaria ensina que a redenção e salvação são ambos o poder e a responsabilidade do maçom individual. Salvadores como Hirão-Abi pode me mostram o caminho, mas os homens precisam sempre seguir e demonstrar, cada um por si, seu poder de salvar a si mesmos." [Lynn Perkins. The Meaning of Masonry, p. 95]

"Ensinar a imortalidade da alma. Esse ainda é o principal propósito do terceiro grau da Maçonaria. Esse é o escopo e objetivo do seu ritual. O Mestre maçom representa o homem, quando jovem, quando adulto, quando velho, e a vida que passa como sombras efêmeras, porém ressuscitado do túmulo da iniquidade, e despertado para uma outra e melhor existência. Por sua lenda e por todo seu ritual, é implícito que fomos redimidos da morte do pecado (...) o Mestre Maçom representa um homem salvo do túmulo da iniquidade, e ressuscitado para a fé da salvação." [Albert Mackey. Ahimam Rezom, ed. 1947, p. 141-142]

Fonte: Wikipedia
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VERSÃO ADVENTISTA

Primeiramente, não se deve confundir o Hirão (ou Hiram) rei de Tiro e amigo de Davi e Salomão com o Hirão em questão, pois são pessoas distintas.
"Deu o SENHOR sabedoria a Salomão, como lhe havia prometido. Havia paz entre Hirão [rei de Tiro] e Salomão; e fizeram ambos entre si aliança." (1Rs 5:12)
Então, na história bíblica aparece o Hiram Abiff (ou Hirão Abiú):
"Enviou o rei Salomão mensageiros que de Tiro trouxessem Hirão. Era este filho de uma mulher viúva, da tribo de Naftali, e fora seu pai um homem de Tiro que trabalhava em bronze; Hirão era cheio de sabedoria, e de entendimento, e de ciência para fazer toda obra de bronze. Veio ter com o rei Salomão e fez toda a sua obra." (1Rs 7:13-14)
É possível que estes "detalhes" oferecidos pela visão maçônica da história de Hiram Abiff tenham sido acréscimos posteriores ao silêncio bíblico com relação à vida e serviço deste homem. Todavia, Ellen G. White, escritora adventista, no seu livro Profetas e Reis (p. 26-27) tece alguns comentários esclarecedores acerca do que, de fato, ocorreu com Hiram Abiff. Comentando sobre a construção do templo de Salomão, ela afirma:
"Dentre as principais causas que levaram Salomão à extravagância e opressão destaca-se o seu fracasso em manter e alimentar o espírito de abnegação. Quando, ao pé do Sinai, Moisés expôs ao povo a ordem divina: “E Me farão um santuário, e habitarei no meio deles” (Êxodo 25:8), a resposta dos israelitas foi acompanhada de oferendas apropriadas. “E veio todo o homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito voluntariamente o excitou” (Êxodo 35:21), e trouxeram ofertas. Para a construção do santuário foram necessários grandes e intensos preparativos; vasta quantidade do mais caro e precioso material fora requerida, mas o Senhor só aceitou ofertas voluntárias. “De todo o homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada” (Êxodo 25:2), foi a ordem repetida por Moisés à congregação. Devoção a Deus e espírito de sacrifício foram os primeiros requisitos na preparação de um lugar de habitação para o Altíssimo. 
Um convite semelhante ao espírito de abnegação foi feito quando Davi pôs sobre Salomão a responsabilidade da construção do templo. À multidão reunida ele fez a pergunta: “Quem, pois, está disposto a encher a sua mão, para oferecer hoje voluntariamente ao Senhor?” 1 Crônicas 29:5. Este convite à consagração e espírito voluntário devia ter sido sempre conservado em mente por aqueles que tinham interesse na construção do templo.
Para a construção do tabernáculo do deserto, homens escolhidos foram dotados por Deus com sabedoria e habilidade especiais. “Disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que o Senhor tem chamado por nome a Bezalel, [...] da tribo de Judá, e o espírito de Deus o encheu de sabedoria, entendimento e ciência em todo o artifício. [...] Também lhe tem disposto o coração para ensinar a outros; a ele e Aoliabe [...] da tribo de Dã. Encheu-os de sabedoria do coração, para fazer toda a obra de Mestre, e a mais engenhosa, e a do bordador, [...] e a do tecelão, fazendo toda a obra. [...] Êxodo 35:30-35. Assim obraram Bezalel e Aoliabe, e todo o homem sábio de coração, a quem o Senhor dera sabedoria e inteligência”. Êxodo 36:1. Inteligências celestiais cooperavam com os artífices a quem o próprio Deus havia escolhido.
Os descendentes desses homens herdaram em grande medida os talentos conferidos aos seus pais. Por algum tempo, esses homens de Judá e Dã conservaram-se humildes e altruístas; mas gradualmente, quase imperceptivelmente, perderam seu apego a Deus e o desejo de servi-Lo de maneira altruísta. Pediam salário cada vez mais alto por seus serviços, em virtude de sua superior habilidade como mestres das mais finas artes. Em alguns casos suas exigências eram satisfeitas, mas a maioria das vezes empregavam-se nas nações circunvizinhas. Em lugar do nobre espírito de abnegação que havia enchido o coração de seus ilustres ancestrais, abrigaram um espírito de cobiça, de ganância por ganhos cada vez maiores. Para que seus desejos egoístas fossem satisfeitos, usaram a habilidade que Deus lhes dera a serviço de reis pagãos e emprestaram seus talentos para a execução de obras que eram uma desonra para o seu Criador.
Foi entre esses homens que Salomão procurou um mestre-de-obras que superintendesse a construção do templo sobre o Monte Moriá. Minuciosas especificações, por escrito, referentes a cada parte da estrutura sagrada haviam sido confiadas ao rei; e ele poderia ter esperado com fé em que Deus proveria auxiliares consagrados, a quem seria outorgada habilidade especial para fazer com precisão a obra requerida. Mas Salomão perdeu de vista esta oportunidade de exercitar fé em Deus. Solicitou ao rei de Tiro um homem “sábio para trabalhar em ouro, e em prata, e em bronze, e em ferro, e em púrpura, e em carmesim, e em azul, e que saiba lavrar ao buril, juntamente com os sábios [...] em Judá e em Jerusalém”. 2 Crônicas 2:7.
O rei fenício respondeu enviando Hirão Abiú [ou Hiram Abiff], “filho de uma mulher das filhas de Dã, e cujo pai foi homem de Tiro”. 2 Crônicas 2:14. Hirão Abiú era descendente, pela linhagem materna, de Aoliabe, a quem, centenas de anos antes, Deus havia dado sabedoria especial para a construção do tabernáculo. 
Assim à frente do grupo de artífices de Salomão foi colocado um homem cujos esforços não eram impulsionados pelo desejo altruísta de prestar serviço a Deus. Ele servia ao deus deste mundo: Mamom. Todas as fibras de seu ser estavam entretecidas com os princípios do egoísmo.
Dada essa habilidade pouco comum, Hirão Abiú exigiu grandes salários. Gradualmente os princípios errôneos que ele acariciava vieram a ser aceitos por seus companheiros. Ao trabalharem com ele dia após dia, renderam-se à inclinação de comparar seu salário com o deles, e começaram a perder de vista a santidade do caráter de sua obra. Abandonou-os o espírito de abnegação, e em seu lugar introduziu-se o espírito de cobiça. O resultado foi uma demanda por salários mais altos, o que lhes foi concedido.

As funestas influências assim postas em operação permearam todos os ramos do serviço do Senhor, e se estenderam através do reino. Os elevados salários requeridos e recebidos deram a muitos uma oportunidade para se entregarem ao luxo e extravagância. O pobre foi oprimido pelo rico; o espírito de abnegação quase que se perdeu. No vasto alcance dos efeitos destas influências pode-se descobrir uma das principais causas da terrível apostasia daquele que fora uma vez chamado o mais sábio dos mortais."

Como vimos, para o cristão que tem a Bíblia como sua única regra de fé e prática, não há nenhuma virtude e nenhum bom exemplo deixado na história de vida de Hiram Abiff segundo a escritora inspirada por Deus registra, muito ao contrário. Há um ditado popular que diz que existem três versões dos fatos: a minha, a sua e a verdade. Os maçons possuem a versão deles e nós temos sérias razões para rejeitá-la ficamos com a verdade, pois "a Tua Palavra é a verdade" (João 17:17). Para finalizar, há o terrível e satânico engano da imortalidade da alma ensinada pelos maçons através da estória de Hiram Abiff, sobre esta doutrina não-bíblica, voltamos mais uma vez à escritora iluminada por Deus:
"Mediante os dois grandes erros — a imortalidade da alma e a santidade do domingo — Satanás há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último cria um laço de simpatia com Roma." (Eventos Finais, p. 157)
"A doutrina da imortalidade natural da alma é um erro com que o inimigo está enganando o homem. Este erro é quase universal." (Eventos Finais, p. 247)
"O único que prometeu a Adão vida em desobediência foi o grande enganador. E a declaração da serpente a Eva, no Éden — “Certamente não morrereis” — foi o primeiro sermão pregado acerca da imortalidade da alma. Todavia, esta declaração, repousando apenas na autoridade de Satanás, ecoa dos púlpitos da cristandade, e é recebida pela maior parte da humanidade tão facilmente como o foi pelos nossos primeiros pais. À sentença divina: “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:20), é dada a significação: A alma que pecar, essa não morrerá, mas viverá eternamente. Não podemos senão nos admirar da estranha fatuidade que tão crédulos torna os homens com relação às palavras de Satanás, e incrédulos com respeito às palavras de Deus." (O Grande Conflito, p. 533)
"A teoria da imortalidade da alma foi uma das falsidades que Roma tomou emprestadas do paganismo. Lutero classificou-a entre as “monstruosas fábulas que fazem parte do monturo romano das decretais” [E. Petavel. The Problem of Immortality, p. 255.]. A Bíblia ensina que os mortos dormem até a ressurreição." (O Grande Conflito Condensado, p. 240)
Descubra o que a Bíblia ensina sobre a morte clicando aqui e aqui. Deus te abençoe e te guie sempre no caminho da verdade, pois é ela que liberta e a verdade é Jesus.