segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Uma mudança radical


"Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor: por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para conseguir Cristo." (Filipenses 3:8)

Por meio de Cristo, é concedido ao homem poder moral que transformará todas as suas afeições e o habilitará a trabalhar resolutamente pela causa de Deus. Onde antes se concentrava toda a energia da mente e do corpo para realizar as obras do mal, é ocasionada uma mudança radical pelo Espírito de Deus. O Espírito Santo ilumina, renova e santifica a alma. Os anjos contemplam com indescritível enlevo os resultados da atuação do Espírito Santo no homem.

Pela revelação da atrativa beleza de Cristo, pelo conhecimento de Seu amor a nós expresso enquanto éramos ainda pecadores, o coração obstinado abranda-se e é subjugado, e o pecador transforma-se e torna-se um filho do Céu. O amor é o meio que Deus usa para expelir o pecado da alma humana. Por meio dele, muda o orgulho em humildade, a inimizade e a incredulidade em amor e fé. Deus não emprega medidas compulsórias; Jesus é revelado à alma, e se o homem olhar com fé para o Cordeiro de Deus, ele viverá. [...]

Cristo é apresentado aos homens para que captem Sua índole, Sua perfeição; e como o modelo é completo e perfeito em todas as partes, assim, ao conformar-se com a imagem de Cristo, o homem torna-se completo nEle; pois à parte de Cristo jamais poderá haver justiça no coração humano.

Quando o Espírito foi derramado do alto, a igreja inundou-se de luz, mas Cristo era essa luz; a igreja encheu-se de alegria, mas Cristo era o assunto dessa alegria. Quando o Espírito for derramado sobre Seu povo neste tempo, o nome de Cristo estará em toda língua, Seu amor encherá toda alma; e quando o coração abraça a Jesus, ele abraça a Deus; pois toda a plenitude de Deus habita em Cristo. Quando os raios da justiça de Cristo incidem sobre a alma, alegria, adoração e glória se entretecerão nesta experiência.

(Ellen G. White. E Recebereis Poder, p. 332)