domingo, 25 de novembro de 2012

Dicas práticas de como ser um cristão que "maneja bem a palavra da verdade" (2Tm 2:15)




1. COMO EXAMINAREMOS AS ESCRITURAS?

Como examinaremos as Escrituras, para compreender o que elas ensinam? Devemos investigar a Palavra de Deus com coração contrito, um espírito suscetível de ser ensinado e pleno de oração. Não devemos pensar, como os judeus, que nossas próprias idéias e opiniões são infalíveis, nem como os católicos, que certos indivíduos são os únicos guardiões da verdade e do conhecimento, que os homens não têm o direito de examinar as Escrituras por si mesmos, mas devem aceitar as explanações dadas pelos Pais da igreja. Não devemos estudar a Bíblia com o propósito de manter nossas opiniões preconcebidas, mas com o único objetivo de aprender o que Deus disse.

Temem alguns que se reconhecerem estar em erro, ainda que seja num simples ponto, outros espíritos serão levados a duvidar de toda a teoria da verdade. Têm, portanto, achado que não se deve permitir a investigação; que ela tenderia para a dissensão e a desunião. Mas se tal é o resultado da investigação, quanto mais depressa vier, melhor. Se há aqueles cuja fé na Palavra de Deus não suportará a prova de uma investigação das Escrituras, quanto mais depressa forem revelados melhor; pois então estará aberto o caminho para lhes mostrar seu erro. Não podemos manter a opinião de que uma posição uma vez assumida, uma vez advogada a ideia  não deve, sob qualquer circunstância ser abandonada. Há apenas Um que é infalível: Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Os que permitem que o preconceito ponha na mente uma barreira contra a recepção da verdade, não podem receber a iluminação divina. No entanto, ao ser apresentado um ponto de vista das* Escrituras, muitos não perguntam: Isto é verdade — está em harmonia com a Palavra de Deus? mas: Por quem é defendido? e a menos que venha pelo instrumento que lhes agrada, não o aceitam. Tão plenamente satisfeitos estão com suas próprias idéias que não examinarão a evidência escriturística com o desejo de aprender, antes recusam ser interessados, meramente devido aos seus preconceitos.

Freqüentemente o Senhor trabalha onde menos O esperamos; surpreende-nos pela revelação de Seu poder em instrumento de Sua própria escolha, ao mesmo tempo que passa por alto os homens a quem temos olhado como sendo aqueles por cujo intermédio deve vir a luz. Deus deseja que recebamos a verdade em seus próprios méritos — porque é a verdade.

Não deve a Bíblia ser interpretada para agradar às idéias dos homens, por mais longo que seja o tempo em que têm considerado verdadeiras essas idéias. Não devemos aceitar a opinião de comentaristas como sendo a voz de Deus; eles eram mortais, sujeitos ao erro como nós mesmos. Deus nos tem dado a faculdade do raciocínio tanto como a eles. Devemos tornar a Bíblia o seu próprio expositor.


1.1. Cuidado na apresentação de novos pontos de vista

Devem todos ser cuidados os quanto à apresentação de novos pontos de vista sobre as Escrituras, antes de terem dado a esses pontos completo estudo, e estarem plenamente preparados para sustentá-los com a Bíblia. Não introduzais coisa alguma que cause dissensão, sem a clara evidência de que nisto Deus está dando uma mensagem especial para este tempo.

Mas acautelai-vos de rejeitar o que é verdade. O grande perigo de nosso povo tem sido o de confiar nos homens e tornar a carne o seu braço. Os que não têm o hábito de examinar a Bíblia por si mesmos ou de pesar as evidências, confiam nos dirigentes, e aceitam as decisões que estes fazem, e assim rejeitarão muitos as próprias mensagens que Deus envia a Seu povo, se esses irmãos dirigentes não as aceitarem.

Ninguém deve pretender ter toda a luz que há para os filhos de Deus. O Senhor não tolerará isso. Ele disse: “Eis que diante de ti pus uma porta aberta e ninguém a pode fechar.” Mesmo que todos os nossos dirigentes recusem a luz e a verdade, essa porta ainda continuará aberta. O Senhor suscitará homens que darão ao povo a mensagem para este tempo.


1.2. A verdade permanecerá

A verdade é eterna e o conflito com o erro somente tornará manifesto o seu poder. Nunca devemos recusar examinar as Escrituras com os que temos razões para crer, desejam saber o que é a verdade. Suponde que um irmão conserve um ponto de vista que difere do vosso, e venha a vós propondo que vos assenteis com ele e façais uma investigação desse ponto das Escrituras; levantar-vos-íeis, cheios de preconceito e condenaríeis suas idéias, ao mesmo tempo que recusais dar-lhe sincera atenção? A única atitude certa seria assentar-vos como cristãos e investigar a posição apresentada, à luz da Palavra de Deus, que revelará a verdade e desmascarará o erro. Ridicularizar-lhe as idéias não lhe enfraqueceria no mínimo a posição, se esta fosse falsa, nem vos fortaleceria a posição, se esta fosse verdadeira. Se as colunas de nossa fé não suportarem a prova da investigação, já é tempo de o sabermos. Entre nós não deve ser alimentado o espírito de farisaísmo.


1.3. As escrituras devem ser estudadas com reverência

Devemos estudar a Bíblia com reverência, sentindo que estamos na presença de Deus. Toda leviandade e frivolidade, devem ser postas de lado. Embora algumas porções da Palavra sejam facilmente compreendidas, a verdadeira significação de outras partes não é discernida com tanta prontidão. Deve haver estudo e meditação pacientes, e oração fervorosa. Ao abrir as Escrituras deve cada estudante pedir a iluminação do Espírito Santo; e certa é a promessa de que esta será dada.

O espírito com que vindes à investigação das Escrituras, determinará o caráter do assistente ao vosso lado. Anjos do mundo da luz, estarão com aqueles que com humildade de coração buscam a direção divina. Mas se a Bíblia for aberta com irreverência, com sentimento de presunção, se o coração está cheio de preconceitos, Satanás se acha ao vosso lado, e apresentará as declarações simples da Palavra de Deus numa luz pervertida.

Alguns há que condescendem com a leviandade, o sarcasmo, e até mesmo a mofa para com os que deles divergem. Outros apresentam um mundo de objeções a qualquer novo ponto de vista; e quando essas objeções são claramente respondidas pelas palavras das Escrituras, não reconhecem as evidências apresentadas, nem permitem serem convencidos. Sua inquirição não tem o propósito de chegar à verdade, mas tenciona meramente confundir a mente dos outros.

Alguns julgam ser evidência de agudeza e superioridade intelectual, confundir as mentes quanto ao que é verdade. Recorrem à subtileza dos argumentos, a jogos de palavras; tiram vantagem injusta em fazer perguntas. Quando suas perguntas têm sido razoavelmente respondidas, mudam de assunto trazendo novo ponto, para evitar o reconhecimento da verdade. Devemos acautelar-nos para não condescendermos com o espírito que dominava os judeus. Não queriam aprender de Cristo, porque Sua explicação das Escrituras não estava de acordo com as idéias deles; portanto tornaram-se espias nas Suas pegadas, “armando-Lhe ciladas, a fim de apanharem da Sua boca alguma coisa para O acusarem”. Não tragamos sobre nós mesmos a temível denúncia das palavras do Salvador: “Ai de vós, doutores da lei, que tirastes a chave da ciência; vós mesmos não entrastes e impedistes aos que entravam”.


1.4. Com simplicidade e fé

Não requer muita sabedoria ou habilidade fazer perguntas difíceis de responder. Pode uma criança fazer perguntas sobre as quais o homem mais sábio fique embaraçado. Não nos empenhemos em disputas dessa espécie. Existe em nossos dias a mesma descrença que prevalecia no tempo de Cristo. Agora, como então, o desejo de promoção e de louvor dos homens desvia o povo da simplicidade da verdadeira piedade. Não há orgulho tão perigoso como o orgulho espiritual.

Devem os jovens examinar as Escrituras por si mesmos. Não devem julgar ser suficiente os mais velhos na experiência descobrirem a verdade; que os mais novos podem aceitá-la deles como sendo autoridade. Os judeus pereceram, como uma nação, porque foram afastados da verdade bíblica pelos seus governantes, sacerdotes e anciãos. Tivessem dado ouvidos às lições de Jesus, e examinado as Escrituras por si mesmos, e não teriam perecido.

Jovens das nossas fileiras estão observando para ver em que espírito os ministros investigam as Escrituras; se têm um espírito suscetível de ser ensinado e são suficientemente humildes para aceitar a evidência e receber a luz dos mensageiros que a Deus apraz enviar.

Devemos estudar a verdade nós mesmos. Não se deve esperar que qualquer homem pense por nós. Não importa quem seja, ou em que posição esteja colocado, não devemos esperar que qualquer homem seja critério para nós. Devemos aconselhar-nos e estar sujeitos um ao outro, mas ao mesmo tempo devemos exercer a habilidade que Deus nos deu para aprender o que é verdade. Cada um de nós deve buscar a Deus para obter a iluminação divina. Devemos desenvolver, individualmente, um caráter que suporte a prova no dia de Deus. Não devemos ficar apegados às nossas idéias, e pensar que ninguém deve interferir em nossas opiniões.

Ao ser chamada a vossa atenção para algum ponto de doutrina que não compreendeis ide a Deus, de joelhos, para poderdes compreender o que é verdade e não serdes encontrados, como os judeus, lutando contra Deus. Ao advertir os homens de que se acautelem de aceitar qualquer coisa, a menos que esta seja a verdade, devemos também adverti-los a não porem em perigo a sua alma, rejeitando mensagens de luz, mas que se apressem em sair das trevas pelo estudo fervoroso da Palavra de Deus.

Quando Natanael foi a Jesus, o Salvador exclamou: “Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo!” Disse-Lhe Natanael: “Donde me conheces Tu?” Jesus respondeu: “... te vi Eu, estando tu debaixo da figueira”. E Jesus também nos verá nos lugares secretos de oração, se a Ele formos em busca de luz, para podermos saber o que é a verdade.

Se um irmão ensina um erro, os que estão em posições de responsabilidade devem sabê-lo; e se ele está ensinando a verdade, devem eles tomar posição ao seu lado. Todos nós devemos saber o que está sendo ensinado entre nós; pois, se isto for a verdade, devemos sabê-lo; o professor da Escola Sabatina deve sabê-lo; e cada aluno da Escola Sabatina deve compreendê-lo. Todos nós estamos na obrigação, para com Deus, de compreender o que Ele nos envia. Deu Ele direções pelas quais possamos provar cada doutrina:

“À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva.” Mas se ela satisfizer a prova, não estejais tão cheios de preconceito que não possais reconhecer um ponto simplesmente porque ele não concorda com vossas idéias.

É impossível que mente alguma compreenda toda a riqueza e grandeza de uma única promessa divina que seja. Um apreende a glória de um ponto de vista, outro a beleza e graça de outro ponto, e a alma enche-se da luz celestial. Se víssemos toda a glória, o espírito desfaleceria. Mas podemos suportar, das abundantes promessas divinas, revelações muitíssimo maiores do que agora desfrutamos. Meu coração fica triste ao pensar como perdemos de vista a plenitude da bênção reservada para nós. Contentamo-nos com lampejos momentâneos de fulgor espiritual, quando poderíamos andar dia a dia à luz de Sua presença.

Prezados irmãos: Orai como nunca dantes para que os raios do Sol da Justiça brilhem sobre a Palavra, a fim de que possais compreender-Lhe a verdadeira significação. Jesus rogou para que Seus discípulos fossem santificados pela verdade — a Palavra de Deus. Então com que fervor devemos nós orar para que aquele que “penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus”, Aquele cujo ofício é trazer todas as coisas à lembrança do povo de Deus, e guiá-lo em toda a verdade, possa estar conosco na investigação de Sua Santa Palavra!

Deus deseja que confiemos nEle e não no homem. Quer que tenhamos um novo coração; Ele deseja dar-nos revelações de luz do trono de Deus.


2. O ESTUDO DOS LIVROS DE DANIEL E APOCALIPSE

O Espírito de Deus tem iluminado cada página dos Escritos Sagrados, mas há aqueles sobre os quais pouca impressão eles fazem, por serem imperfeitamente compreendidos. Ao vir a sacudidura, pela introdução de falsas teorias, esse leitores superficiais não ancorados em parte alguma, são como a areia movediça. Escorregam para qualquer posição para agradar a tendência de seus sentimentos de amargura. ... Daniel e Apocalipse devem ser estudados, bem como as outras profecias do Velho e Novo Testamentos. Haja luz, sim, luz, em vossas habitações. Por isso devemos orar. O Espírito Santo brilhando sobre as páginas sagradas, abrir-nos-á o entendimento para que possamos saber o que é verdade. ...

Há necessidade de mais íntimo estudo da Palavra de Deus; especialmente devem Daniel e Apocalipse merecer a atenção como nunca dantes na história de nossa obra. Podemos ter menos a dizer em alguns sentidos quanto ao poder romano e ao papado, mas devemos chamar atenção para o que os profetas e apóstolos têm escrito sob a inspiração do Santo Espírito de Deus; de tal modo tem o Espírito Santo moldado as questões tanto no dar a profecia como nos acontecimentos descritos, que ensina que o agente humano deve ser conservado fora de vista, escondido em Cristo, e que o Senhor Deus dos Céus e Sua lei devem ser exaltados. Lede o livro de Daniel. Recapitulai ponto por ponto a história dos reinos ali representados. Contemplai os estadistas, concílios, poderosos exércitos, e vede como Deus operou para abater o orgulho dos homens e lançar por terra a glória humana. ...

A luz que Daniel recebeu de Deus foi dada especialmente para estes últimos dias. As visões que ele viu às margens do Ulai e do Hidéquel, os grandes rios de Sinear, estão agora em processo de cumprimento, e logo ocorrerão todos os acontecimentos preditos. Considerai as circunstâncias da nação judaica ao serem dadas as profecias de Daniel.

Demos mais tempo ao estudo da Bíblia. Não compreendemos a Palavra como devemos. O livro de Apocalipse abre com uma ordem para compreendermos a instrução que ele contém. “Bem-aventurado aquele que lê e os que ouvem as palavras desta profecia”, declara Deus, “e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.” Quando nós, como um povo, compreendermos o que este livro para nós significa, ver-se-á entre nós grande reavivamento. Não compreendemos plenamente as lições que ele ensina, não obstante a ordem que nos é dada é de examiná-lo e estudá-lo.

No passado, mestres declararam que Daniel e Apocalipse são livros selados, e o povo deles se tem afastado. O véu, cujo aparente mistério tem impedido que muitos o levantem, a própria mão de Deus tem retirado dessas partes de Sua Palavra. O próprio nome “Apocalipse” (Revelação), contradiz a declaração de que é um livro selado. “Revelação” significa que algo de importante é dado a conhecer. As verdades deste livro dirigem-se aos que vivem nesses últimos dias. Estamos com o véu removido no lugar santo das coisas sagradas. Não devemos ficar fora. Não devemos entrar com pensamentos descuidados e irreverentes, nem com passos impetuosos, mas com reverência e piedoso temor. Aproximamo-nos do tempo em que se devem cumprir as profecias do livro do Apocalipse. ...

Temos os mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus Cristo, que é o Espírito de Profecia. Preciosas gemas devem ser encontradas na Palavra de Deus. Os que examinam esta Palavra, devem conservar clara a mente. Nunca devem condescender com o apetite pervertido no comer e no beber. Se o fizerem, o cérebro ficará confuso; serão incapazes de suportar a tensão de cavar fundo para descobrir a significação das coisas que se relacionam com as cenas finais da história terrestre.

Quando os livros de Daniel e Apocalipse forem bem compreendidos, terão os crentes uma experiência religiosa inteiramente diferente. Ser-lhes-ão dados tais vislumbres das portas abertas do Céu que o coração e a mente se impressionarão com o caráter que todos devem desenvolver a fim de alcançar a bem-aventurança que deve ser a recompensa dos puros de coração.

O Senhor abençoa a todo aquele que com humildade e mansidão, procura compreender o que está revelado no Apocalipse. Este livro fala tanto acerca da imortalidade e da glória, que todos os que o lêem e pesquisam fervorosamente recebem as bênçãos prometidas àqueles “que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nelas estão escritas”.


2.1. O resultado do verdadeiro estudo

Uma coisa compreender-se-á certamente do estudo de Apocalipse — que a ligação entre Deus e Seu povo é íntima e decidida.

Maravilhosa ligação é vista entre o universo do Céu e este mundo. As coisas reveladas a Daniel foram mais tarde completadas pela revelação feita a João na ilha de Patmos. Estes dois livros devem ser cuidadosamente estudados. Duas vezes indagou Daniel: Quanto falta para o fim do tempo? “Eu pois, ouvi, mas não entendi: Por isso eu disse: Senhor meu, qual será o fim destas coisas? E Ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim. Muitos serão purificados, e embranquecidos e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão. E desde o tempo em que o contínuo sacrifício for tirado e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias. Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias. Tu, porém, vai até ao fim; porque repousarás e estarás na tua sorte, no fim dos dias.”

Foi o Leão da tribo de Judá que abriu o livro, e deu a João a revelação do que deve acontecer nestes últimos dias.

Daniel ficou na sua sorte para dar seu testemunho, que foi selado até ao tempo do fim, quando devia ser proclamada ao mundo a mensagem do primeiro anjo. Esses assuntos são de infinita importância nesses últimos dias; mas enquanto “muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados”, “os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá”. Como isso é verdade! O pecado é a transgressão da lei de Deus; e os que não aceitarem a luz com relação à lei de Deus, não compreenderão a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. O livro de Daniel é descerrado na revelação a João, e nos transporta para as últimas cenas da história da Terra.

Terão nossos irmãos em mente que estamos vivendo em meio aos perigos dos últimos dias? Lede Apocalipse em conexão com Daniel. Ensinai essas coisas.


2.2. Forças invencíveis aguardam

Os que comem a carne e bebem o sangue do Filho de Deus, trarão dos livros de Daniel e Apocalipse verdade inspirada pelo Espírito Santo. Porão em ação forças que não podem ser reprimidas. Os lábios das crianças se abrirão para proclamar os mistérios que têm sido ocultados à mente dos homens.

Estamos no limiar de grandes e solenes acontecimentos. Muitas das profecias estão prestes a se cumprir em rápida sucessão. Cada elemento de energia está prestes a ser posto em ação. Repetir-se-á a história passada. Antigas controvérsias serão revivescidas, e perigos rodearão de todos os lados o povo de Deus. A tensão está se apoderando da família humana. Está permeando tudo na Terra. ... 

Estudai o Apocalipse em ligação com Daniel; pois a história se repetirá. ... Nós, com todas as nossas vantagens religiosas, deveríamos conhecer hoje muito mais do que conhecemos.

Anjos desejam contemplar as verdades reveladas ao povo que com coração contrito está examinando a Palavra de Deus, e orando por maiores extensões e amplitudes e profundezas e alturas do conhecimento que somente Ele pode dar.

Ao nos aproximarmos do fim da história deste mundo, devem as profecias relativas aos últimos dias exigir especialmente nosso estudo. O último livro dos escritos do Novo Testamento, está cheio de verdade que precisamos compreender. Satanás tem cegado o espírito de muitos de modo que se têm contentado com qualquer escusa por não tornarem o Apocalipse motivo de seu estudo. Mas Cristo, por intermédio de Seu servo João declara aqui o que será nos últimos dias; e Ele diz: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas.” [...]

Deve ser apresentada uma mensagem que desperte as igrejas. Todo esforço deve ser envidado para esclarecer não somente nosso povo, mas o mundo. Fui instruída de que as profecias de Daniel e Apocalipse devem ser impressas em livros pequenos, com as necessárias explicações, e devem ser enviados por todo o mundo. Nosso próprio povo necessita de que a luz seja colocada diante dele em linhas mais claras.

A visão que Cristo apresentou a João, apresentando os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, deve ser definidamente proclamada a todas as nações, povos e línguas. As igrejas que são representadas por Babilônia, são apresentadas como tendo caído de seu estado espiritual para se tornarem um poder perseguidor contra os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo. Esse poder perseguidor é representado a João como tendo chifres de cordeiro mas falando como dragão. ...

Ao nos aproximarmos do fim do tempo, haverá maiores e sempre maiores demonstrações externas do poder pagão; deuses pagãos revelarão seu assinalado poder e se exibirão diante das* cidades do mundo. E este plano já começa a cumprir-se. Por uma variedade de imagens representou o Senhor Jesus a João o caráter ímpio e a influência sedutora dos que se têm distinguido por sua perseguição ao povo de Deus. 

Todos carecem de sabedoria para pesquisar cuidadosamente o mistério da iniquidade que aparece tanto na finalização da história da Terra. ... No próprio tempo em que vivemos, o Senhor chamou Seu povo e encarregou-o de proclamar uma mensagem. Chamou-o para expor a maldade do homem do pecado que fez da lei dominical um poder distintivo, que tem cuidado em mudar os tempos e a lei e em oprimir o povo de Deus que permanece firme para honrá-Lo pela observância do único sábado verdadeiro, o sábado da criação, como sendo santo ao Senhor.

Os perigos dos últimos dias estão sobre nós, e por nosso trabalho devemos advertir o povo do perigo em que está. Não deixeis que as cenas solenes que a profecia tem revelado sejam deixadas por tocar. Se nosso povo estivesse meio desperto, se reconhecesse a proximidade dos acontecimentos descritos no Apocalipse, operar-se-ia uma reforma em nossas igrejas, e muitos mais creriam na mensagem. Não temos tempo a perder; Deus apela para que vigiemos pelas almas como aqueles que devem dar contas. Promovei novos princípios e entremeai a evidente verdade. Será como uma espada de dois gumes. Mas não sejais prontos demais a assumir uma atitude de controvérsia. Há ocasiões em que devemos ficar quietos e ver a salvação de Deus. Deixemos que Daniel fale, que fale o Apocalipse e digam a verdade. Mas seja qual for o aspecto do assunto apresentado, elevai a Jesus como o centro de toda a esperança, “a Raiz e a Geração de Davi, a resplandecente Estrela da Manhã”.


3. CAVAI MAIS FUNDO

Não nos aprofundamos suficientemente em nossa busca da verdade. Toda alma que crê na verdade presente será levada onde dela se requererá que dê a razão da esperança que nela há. Exigir-se-á do povo de Deus que se levante diante de reis, príncipes, legisladores e grandes homens da Terra, e estes devem saber que eles sabem o que é a verdade. Devem ser homens e mulheres convertidos. Deus pode ensinar-vos mais em um momento pelo Seu Santo Espírito, do que poderíeis aprender com os grandes homens da Terra. 

O Universo está contemplando a controvérsia que se desenrola na Terra. A um custo infinito, tem Deus provido para cada homem a oportunidade de conhecer aquilo que o tornará sábio para a salvação. Quão ansiosamente olham os anjos para ver quem se aproveitará dessa oportunidade! Quando uma mensagem é apresentada ao povo de Deus, não se deve este levantar em oposição a ela; devem ir à Bíblia, comparando-a com a lei e o testemunho, e se não suportar a prova, não é verdadeira. Deus deseja que nossa mente se expanda. Deseja dar-nos Sua graça. Poderemos ter um banquete de boas coisas cada dia; pois Deus pode abrir para nós todo o tesouro dos Céus.

(Ellen G. White. Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 105-119)