domingo, 18 de novembro de 2012

A simplicidade do evangelho


"Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina." (Tito 2:1)



Achamo-nos em constante perigo de sobrepor-nos à simplicidade do evangelho. Há intenso desejo da parte de muitos, de surpreender o mundo com algo de original, que erga o povo a um estado de êxtase espiritual, e mude a presente ordem de conhecimento pessoal. Há, certamente, grande necessidade de uma mudança na ordem atual de conhecimento; pois a santidade da verdade presente não é apreciada como devia ser; mas a mudança de que necessitamos é uma transformação do coração, e só pode ser obtida buscando individualmente a Deus em procura de Sua bênção, pleiteando com Ele por Seu poder, orando fervorosamente para que Sua graça venha sobre nós, e para que nosso caráter seja transformado. Esta é a mudança de que hoje necessitamos, e pela consecução dessa experiência cumpre-nos exercer perseverante energia e manifestar sincera diligência. Devemos perguntar com genuína sinceridade: “Que farei para me salvar?” Devemos saber exatamente que passos estamos dando em direção ao Céu.

Cristo comunicou a Seus discípulos verdades cuja amplitude, profundidade e valor eles mal apreciavam, ou mesmo compreendiam, e as mesmas condições existem entre o povo de Deus atualmente. Também nós deixamos de apreender a grandeza, perceber a beleza da verdade que Deus nos confiou hoje. Progredíssemos nós em conhecimento espiritual, e veríamos a verdade se desenvolvendo e expandindo em aspectos com que mal temos sonhado, porém ela jamais se desenvolverá em quaisquer direções que nos levem a imaginar que podemos saber os tempos e as estações que o Pai estabeleceu por Seu próprio poder. 

Tenho sido repetidamente advertida com referência a marcar tempo. Nunca mais haverá para o povo de Deus uma mensagem baseada em tempo. Não devemos saber o tempo definido nem para o derramamento do Espírito Santo nem para a vinda de Cristo.

(Ellen G. White. E Recebereis Poder, p. 329)