domingo, 7 de outubro de 2012

Sentindo nossa necessidade espiritual


"O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao Céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!" (Lucas 18:13).

Devemos estar freqüentemente em oração. O derramamento do Espírito de Deus ocorreu em resposta a fervorosa oração. Notai, porém, este fato acerca dos discípulos. O relato declara: “Estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do Céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo” (Atos 2:1-4).

Eles não estavam reunidos para relatar boatos de escândalos. Não estavam procurando expor todo defeito que pudessem encontrar no caráter de um irmão. Sentiam sua necessidade espiritual e clamavam ao Senhor pela santa unção que os ajudasse a vencer suas próprias fraquezas e os habilitasse para a obra de salvar a outros. Oravam com intenso fervor para que o amor de Cristo fosse derramado em seus corações.

Esta é hoje nossa grande necessidade em cada igreja de nosso país. Pois, “se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. 2 Coríntios 5:17. O que era objetável no caráter é expurgado da alma pelo amor de Jesus. É expelido todo egoísmo; toda inveja, toda maledicência é desarraigada, e é efetuada uma transformação radical no coração. “O fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5:22-23). “É em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz” (Tiago 3:18).

Paulo diz que “quanto à lei” — no que dizia respeito aos atos exteriores — ele era “irrepreensível”, mas quando foi discernido o caráter espiritual da lei, quando ele olhou para o espelho sagrado, viu que era um pecador. A julgar por um padrão humano, ele se abstivera do pecado, mas quando olhou para as profundezas da lei de Deus, e viu a si mesmo como Deus o via, curvou-se com humildade, e confessou sua culpa.

(Ellen G. White. E Recebereis Poder [MM], p. 289)