terça-feira, 9 de outubro de 2012

Os resultados gloriosos do ministério salvador de Cristo Jesus




Reconciliação Por Todo o Universo 

Paulo revela a magnitude da salvação de Cristo na e através da Igreja: “Para que, pela Igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora dos principados e potestades nos lugares celestiais” (Ef 3:10). Além disso, ele garante que aprouve a Deus, através de Cristo, reconciliar “consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a Terra, quer nos Céus” (Cl 1:20). Paulo revelou os estupendos efeitos desta reconciliação: “Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos Céus, na Terra e debaixo da Terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2:10 e 11).


A Vindicação da Lei de Deus 

O perfeito sacrifício expiatório de Cristo reivindicou a justiça e a bondade ou retidão da santa lei de Deus, bem como o Seu gracioso caráter. A morte e resgate de Cristo satisfez as demandas da lei (no sentido de ser necessária a punição do pecado), ao mesmo tempo que justificou os pecadores através de Sua graça e misericórdia. Paulo escreveu: “Com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Rm 8:3-4).


Justificação 

A reconciliação se torna efetiva somente quando o perdão oferecido é aceito. O filho pródigo reconciliou-se com o pai no momento em que aceitou o amor e o perdão oferecidos pelo pai. “Aqueles que aceitam pela fé o fato de que Deus reconciliou o mundo consigo através de Cristo, e que se submetem a Ele, receberão de Deus o inapreciável dom da justificação, que é fruto imediato da paz com Deus (Rom. 5:1). Não mais constituindo objeto da ira de Deus, os crentes justificados tornam-se objeto do favor de Deus. Dispondo de pleno acesso ao trono de Deus através de Cristo, recebem o poder do Santo Espírito para quebrar todas as barreiras ou muros de separação e hostilidade entre os homens, simbolizados pelas hostilidades que existiam entre os judeus e os gentios (Ef 2:14-16).


A Futilidade da Salvação Pelas Obras

O divino ministério de reconciliação revela a futilidade dos esforços humanos no sentido de obter a salvação por intermédio das obras da lei. A compreensão da graça divina conduz à aceitação de justificação disponível por intermédio da fé em Cristo. A gratidão daqueles que experimentaram o perdão, converte a obediência em algo prazenteiro; as obras, em tal situação, jamais representarão o fundamento da salvação, e sim, o seu resultado.


Um Novo Relacionamento Com Deus

Somos conduzidos a um relacionamento mais profundo com Deus quando experimentamos a Sua graça, a qual nos oferece a perfeita vida de obediência de Cristo, Sua justiça e Sua morte expiatória como dons. Gratidão, louvor e regozijo se manifestam, a obediência se torna um deleite, o estudo de Sua Palavra um genuíno prazer, e a mente estará sempre disposta a constituir um lugar de habitação do Espírito Santo. 

Ocorre um novo relacionamento entre Deus e o pecador arrependido. Trata-se de um companheirismo baseado no amor e na admiração, em vez de ser fruto de temor e obrigação (João 15:1-10). Quanto mais entendermos a graça de Deus à luz do Calvário, menos lugar encontraremos para nossa própria justiça e melhor perceberemos quão abençoados nós somos. O mesmo poder que operou em Jesus Cristo, quando Ele ressuscitou dentre os mortos, transformará a nossa vida. Em vez de fracasso, experimentaremos vitória diária sobre o pecado.


Motivação Para Ação Missionária

O insondável amor revelado no ministério reconciliador de Deus através de Jesus Cristo, motiva nosso testemunho missionário aos outros. Quando o experimentamos em nós mesmos, não podemos conservar em segredo o fato de que Deus não levará em conta, contra a pessoa, os pecados daqueles que aceitaram o sacrifício substitutivo de Cristo. Teremos prazer em repassar aos outros o comovente apelo do evangelho: “Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, Ele O fez pecado por nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5:20-21).

(Nisto Cremos: Ensinos Bíblicos dos Adventistas do Sétimo Dia. 2003, p, 165-167).